Carpe diem IV

Hoje, tenho uma vida inteira para viver
Não tenho onde ir, nem onde chegar
Não tenho nenhum problema, nada para resolver
Só faço nada, é o que tem pra hoje
Ainda tem muito espaço e, o tempo parou
Nem opção tenho
Estou livre de mim mesmo
Hoje estou empírico
Hoje é dia de Nihil !

Tolo sentado

O sol derrete a nuvem
O silêncio quebra o barulho
O sangue escorre quente
A pedra dilui a água
Hora passa comi
Dor doce
Foi ali sim
Ela não foi
Fui que fui…

Dancei

Tropecei, eu saí tocando cavaco…

Fim!

No fim, tem o Infinito…


Insigne

Sou muito pequeno para ser do bem ou do mal…

O menino dos olhos de ontem

Era triste
Foi feliz

Era raso
Foi fundo

Era esquecido
Foi lembrado

Era vago
Foi alvo

Era ele
Foi todos

Era ontem
Foi hoje…

Kafkamente falando

Não posso partir com a ida
Se o regresso está lotado
Já arrasto um tanto de vida
Ao futuro me sinto atado
Guardei o sonho no passado
Vou em frente buscando a saudade
O chão já está cansado de meus passos
As feridas na lembrança o calendário curou
O brilho dos meus olhos a lua não quis
Os segredos da vida a palavra não diz
Atrás a esperança se despetalando
A coragem anda com medo dos heróis…

Paralelas simétricas

A vida, vive entre duas retas
D’um lado, o sonho
D’outro, a realidade…

Derivada

Descobri que sou mortal,
Eu também morrerei…

Cheiro de destino

Coisas que separam
Coisas que juntam
O que separa eu de mim além da gramática
Coração ou razão
O que sou
O que não sou
Se a matemática e exata…



Também

Tudo é poesia, inclusive…


Também II

Poder pensar,
É felicidade…