Filosofia

Quase sempre nunca sei…


Coisas difíceis de alcançar

As estrelas
O horizonte
A felicidade
Um coração
E as uvas de Esopo…



Guerra

Comércio ilegal de almas…



Autobiografia

Alguém andando sobre a Terra. Ambulante amador de letras poetáveis, cercado por palavras, contos, encontros, encantos, amores, abobrinhas, resquícios, abstrações, peixes, reticências, crisântemos, ornitorrincos, vibrações, murmúrios, bolos, lamúrias, memórias, lapsos, turmalinas, devas, morenas, cantos, estrelas, dores, mar, frivolidades, bombons, objetos de estimação, versos adversos, profiteroles, felicidades e outras
guloseimas tangíveis que estremecem os olhos susceptíveis aos aspectos táteis de emoções profiláticas rudimentares resumidas no prefácio do coração…



Futuro

Tudo já foi pensado.
Tudo já foi dito.
O passado é infinito…



Phoenix

à Carolina

Cinzas
cinzas
acinzentadas
negras
pretas
saltitantes
pirotécnicas.

Cinzas para todos os
gostos
gastos
casos
fins
usos
ventos
tempos.

Cinzas de todos os
tamanhos
graus
tons
prismas
feitios.

Cinzas
boas
ruins
alegres
vivas
tristes.

Cinzas de seu
jeito simples
cheiro gostoso
amor convicto
querer me querendo
rosto em meu rosto
sono em meus braços
calor humano.

Cinzas de seus
olhos me olhando nos olhos
gestos nobres e bobos
beijos carinhosos e comestíveis
desejos tímidos e secretos.

Cinzas de sua
sinceridade pura
voz me chamando
razão sem razão
carinha de preocupação
tristeza alegre e feliz.

Cinzas de suas
palavras sinceras
incertezas passageiras
certezas abstratas
lágrimas zangadas
vontades discretas.

Cinzas de nossos
corpos suados e cansados
sonhos sonhados
planos de crianças
desejos futuros.

Cinzas de nossas
vontades loucas e sóbrias
verdades concretas
mãos apertadas
guerras sem perdedor.

Cinzas das
besteiras que compravas pra mim
nossas brincadeiras bobas e ingênuas.

Cinzas de você
brigando comigo
declarando isso e aquilo
complicando-se com nada
fazendo promessas.

Cinzas da minha
paz
sobriedade
confiança
tranqüilidade.

Cinzas de
felicidade
sonho
beleza.

Cinzas de um
amor
futuro.
Oh! Amor, por que és utopia
Oh! Phoenix, por que és mitologia…



Réquiem

Não me procure mais
Não sonhe mais comigo
Nem pense mais em mim

Me tire da tua felicidade
Saia dos meus poemas
Devolva meu coração

Suma das minhas fotos
Esqueça o meu nome
Não sou mais nada teu

É o nosso fim, só dores
Isso é tudo, nada somos
Enterre o passado e cubra de flores…



Introspecção

A cada passo pra dentro,
Vou crescendo…



Testemunhas

à minha mãe

Testemunhas da vida
Da tênue Theona
Mãe e terna

Doicos varridos de mim
Até hoje
Hoje encontrados

Sangue de rio a rio
De janeiro ao sul
Santa Rosa
Santa Mãe
Rogai por nós

Com esforço se ligaram os pontos
O laço está formado
Perante parentes
Distantes pela distância
Não no espírito mas, na matéria…



Ex vazia

Preenche de saudade…